As equipes do Nordeste receberam o maior número de medalhas na grande final da 18ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), projeto realizado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) com alunos dos ensinos fundamental e médio. Cerca de 1,1 mil estudantes de todo o país, divididos em 353 equipes, estiveram na Universidade no último fim de semana de agosto, sábado e domingo (29 e 30/8), para realizarem uma prova e participarem da cerimônia de premiação.
O tema da da ONHB de 2026, "Mulheres na Ciência, Mulheres Cientistas no Brasil", acompanhou o tema oficial da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Na Fase Final, a partir de documentos históricos de diferentes naturezas, os estudantes foram convidados a refletir sobre as barreiras históricas que incidem na formação escolar, no trabalho e na carreira científica de meninas e mulheres no Brasil.
A 18ª edição da ONHB contou com número recorde de inscritos, com 64 mil equipes, compostas por 3 estudantes e o professor ou professora de história da escola. Na final, foram entregues 17 medalhas de ouro, 27 de prata e 37 de bronze, além de troféus às escolas com grupos medalhistas e medalhas de honra (medalha de “cristal”) ao mérito aos demais participantes.
O estado do Ceará recebeu o maior número de medalhas, um total de 26. Na sequência estão São Paulo, com 11 equipes medalhistas, e Bahia, com 10. Goiás e Pernambuco conquistaram 5 medalhas cada. A Paraíba e o Rio de Janeiro somaram quatro medalhas cada. Já o Rio Grande do Norte, o Distrito Federal e Minas Gerais conquistaram três medalhas cada. O Piauí conquistou duas medalhas. Com uma medalha cada, temos os estados do Acre, Alagoas, Maranhão, Pará e Rio Grande do Sul.

Todas as outras equipes finalistas presentes receberam medalhas de honra ao mérito (medalha de “cristal”). A ONHB, conforme desde a primeira edição, não divulga ranking dos finalistas e que todos os medalhistas de ouro, prata e bronze são considerados igualmente dentro do grupo de medalhas que conquistaram, não havendo primeiro ou último colocado.
Confira na tabela abaixo a distribuição das medalhas por estado:

No domingo, a entrega das medalhas foi realizada em uma cerimônia de premiação que contou com um show e a presença de autoridades da Unicamp, inclusos o Coordenador Geral Unicamp Prof. Dr. Fernando Antonio Santos Coelho e a diretora associada da Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest), a profa. dra. Ana Maria Fonseca de Almeida. Também estiveram presentes representantes da Associação Nacional dos Historiadores (Anpuh), do Profhistória (Mestrado e Doutorado e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Unicef-Brasil, além de convidados, elaboradores da prova e familiares das equipes finalistas.
Em seu discurso durante a final, a coordenadora da ONHB e professora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp (IFCH), Cristina Meneguello, destacou o mérito de todos os participantes da final e de seus professores e lamentou as dificuldades enfrentadas por alguns estados, como Pernambuco e Rondônia, cujas Secretarias de Educação estaduais dificultaram a ajuda às equipes para se deslocarem para a final.
Como funciona a ONHB
Participam da Olimpíada estudantes dos 7º, 8º e 9º anos do Fundamental e do Ensino Médio, em grupos compostos por três alunos e um professor de História. A ONHB tem seis fases online, que são realizadas nos meses de maio e junho, com duração de uma semana cada. As provas dessas etapas incluíram questões de múltipla escolha e realização de tarefas, que são elaboradas com base em debates, pesquisa em livros, internet e orientação do professor.
Os estudantes finalistas também puderam fazer uma prova adicional e individual para concorrer à vaga em cursos de graduação da Unicamp. A ONHB faz parte do edital ‘Vagas Olímpicas’, portanto, alunos medalhistas têm a chance de ingressar na Universidade sem fazer o vestibular. As medalhas da ONHB também são aceitas em outras universidades.
A ONHB é realizada com apoio do Departamento de História da Unicamp, do Serviço de Apoio ao Estudante (SAE) da Unicamp, da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec) da Unicamp e da Associação Nacional de História (Anpuh). Conta também com a participação de docentes universitários, alunos de graduação, mestrandos e doutorandos.
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