ONHB inspira mestrado de professor de Santa Catarina

De volta à lista

Em 23/07, por Assessoria de ImprensaONHB10

O professor de História catarinense Jaison Simas, de 40 anos, inspirou-se na Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB) para escrever sua dissertação de mestrado concluída no mês de julho em Florianópolis, na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). O trabalho teve como proposta analisar o ensino de História indígena dentro da sala de aula e a influência do uso de documentos presentes nas questões da ONHB. O projeto foi realizado por meio do Programa de Mestrado Profissional em História (PROFHISTÓRIA).

Assistente pedagógico da Escola de Educação Básica Professora Lídia Leal Gomes, em São João Batista (SC), e professor de História na Escola de Educação Básica Professora Minervina Laus, em Canelinha (SC), Simas conta que junto com o sonho de cursar um mestrado havia também o desejo de unir a esse projeto um estudo sobre a ONHB.

Sua primeira participação na Olimpíada ocorreu na segunda edição, em 2010, como orientador da equipe “Pérola Rara” que esteve na final, na Unicamp. “Foi uma experiência formidável, as alunas voltaram para casa e eu fiquei em Campinas por mais uma semana para participar do curso de formação de professores disponibilizado aos orientadores das equipes com boa colocação. Um momento indescritível”, relembra.

Após a experiência, Simas participou de outras edições direta e indiretamente como assistente pedagógico das escolas. Em 2017, o professor iniciou um grupo de estudos com 12 alunos que se reuniam semanalmente fora do horário escolar para discutir e analisar edições passadas na ONHB. “Uma das questões que discutimos tinha a temática indígena. Falamos também do assassinato de um menino indígena em Imbituba, em Santa Catarina, e analisamos como a questão indígena é trabalhada nos meios de comunicação e nas escolas”, conta. Com esse assunto em alta, o professor propôs que os alunos visitassem uma aldeia indígena em Canelinha e acendeu ainda mais a vontade do docente em explorar o tema.

Foi então que o professor decidiu estudar em sua dissertação como o ensino da História Indígena ocorre em sala de aula. Para isso, durante seu mestrado, ele realizou um trabalho com 23 alunos do 9º ano do Ensino Fundamental da escola Professora Lídia Leal Gomes. No projeto, o professor aplicou questionários para analisar a visão dos estudantes acerca da História indígena. Durante dois meses, realizou um trabalho com esse grupo com discussão, debate e análises com base em dezenas de documentos utilizados nas provas da ONHB. Entre eles, relatos, imagens, depoimentos, história em quadrinhos etc.

Após o período, Simas aplicou uma nova verificação em que pode analisar as mudanças na compreensão por parte dos alunos acerca dos indígenas e sua História. “Os estudantes passaram a ter um olhar diferenciado sobre os modos de ser e viver dos povos indígenas na atualidade, percebendo a diversidade e o protagonismo na História do Brasil”, afirma.

Após essa experiência, ele avalia que ensino de História deveria ser vinculado à pesquisa, uma vez que o uso de documentos aproxima o aluno do papel do historiador e propõe novas narrativas diferentes daquelas prontas nos materiais pedagógicos. “Dessa forma, o aluno consegue fazer uma análise e interpretação com diferentes perspectivas. Os documentos instigam o senso crítico porque se contrapõem”, disse.

Neste sentido, o professor também reafirma a contribuição da ONHB como facilitadora desse processo de aprendizagem. “Muitas vezes, o professor desenvolve um trabalho rotineiro, técnico junto aos alunos e a ONHB propõe uma abordagem diferente dentro das escolas.”

O projeto do professor também relacionou todos os documentos com temática indígena que constam nas dez edições da ONHB. Além disso, nos capítulos, ele abordou a sua experiência na Olimpíada, a estrutura do projeto seguidos por uma sequência das análises didáticas da temática indígena e avaliação dos pensamentos dos alunos. “Com certeza, podemos dizer que a experiência proposta pela Olimpíada de História é incrível. Não só por apresentar documentos que nem sempre os professores têm a chance de conhecer, mas também pelo seu formato que permite discussões e análises conduzidas pela experiência dos professores”, conclui.

Com informações da Assessoria de Imprensa

assessoriadeimprensaonhb@gmail.com

Professor Jaison Simas, de Santa Catarina Foto:arquivo pessoal

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