Conheça a história da única equipe do Paraná finalista na ONHB

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Em 09/08, por Assessoria de ImprensaONHB10

Nos próximos dias 18 e 19 de agosto, alunos e professores de todo o país desembarcarão em Campinas para a grande final da 10ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB). E entre as centenas de equipes que passarão o final de semana na Unicamp, dez delas são as únicas representantes de seus estados na final da ONHB. Com exceção do Amapá, todos os demais estados brasileiros terão equipe representante na última fase da competição.

Nós conversamos com esses finalistas para conhecer mais sobre suas histórias e saber como se sentem sendo os únicos de seus estados na final que conta mais de 1,2 mil equipes.

Para isso, a comunicação da ONHB enviou as perguntas aos participantes por e-mail. As entrevistas serão publicadas diariamente e por ordem alfabética daquelas equipes que responderam e enviaram as autorizações para as postagens. Acompanhe essa série de entrevistas e conheça mais sobre os finalistas da 10ª Olimpíada de História.

Equipe "Amantes do Conhecimento" é a única representante do Paraná

A equipe “Amantes do Conhecimento” é formada pelos alunos Bianca Borba Rosa de Jesus, Eduardo Caetano de Lima e Agatha Xavier e pela professora Juliane Moraes. Os integrantes são estudantes do 2º ano do Ensino Médio do SESI-Paraná da cidade de Campo Largo, no Paraná. A cidade pertence à Região Metropolitana de Curitiba e conta com cerca de 127,3 mil habitantes. Diferente da professora que já esteve na final, esta é a primeira vez que os estudantes são finalistas na competição e afirmam estarem orgulhosos e empolgados com essa aventura. A equipe é única que representará o Paraná, que iniciou na competição com 220 grupos.

Confira a entrevista:

Como foi a decisão de participar da ONHB?

Agatha: este é o primeiro ano em que participo. Sempre senti vontade, mas nunca deu certo.

Bianca: decidi participar da Olimpíada, pois havia escutado a experiência de outros alunos e achei que agregaria muito conhecimento. Também é a minha primeira vez.

Eduardo: eu gosto muito de história e vi na ONHB uma oportunidade de mostrar meus conhecimentos e ampliá-los. Já participei em 2016, mas infelizmente só cheguei até a 5ª fase.

Professora Juliane: participo da ONHB desde 2010, ou seja, desde o primeiro ano em que comecei a lecionar. Desde o início me encantei com a proposta da Olimpíada e a cada ano me apaixono mais.

Como é a escola de vocês?

A rede de colégios SESI no Paraná possui uma metodologia diferenciada: as aulas são baseadas nas Oficinas de Aprendizagem, em que os alunos se reúnem em equipes para solucionar desafios propostos pelo professor, promovendo a integração das disciplinas, a autonomia, a criatividade e o trabalho em equipe. Por estas características da metodologia, os alunos sempre são incentivados a participar de olimpíadas, feiras e a desenvolver projetos de iniciação científica. A escola é pequena, com 170 alunos e particular. Faz parte da maior rede privada de ensino do Paraná.

O que mais gostaram na ONHB?

Agatha: o que eu mais gostei foram as pesquisas. Quanto mais a gente pesquisava mais adquiríamos conhecimento. O melhor é que este aprendizado não se dava de maneira monótona, mas sim divertida. No SESI já somos ensinados a trabalhar em equipe, porém na ONHB, devido ao pouco tempo para cada fase, se não nos comunicássemos de forma efetiva e não pedíssemos a opinião do outro não seria possível obter progresso.

Bianca: gostei de todas as etapas, da resolução das questões e tarefas, pois nos mostrou acontecimentos que foram relevantes na História, nos incentivando a pesquisar. É uma ótima oportunidade de adquirir conhecimento. Sempre me flagro pesquisando sobre os temas em livros ou sites e até cogitei cursar faculdade de História.

Eduardo: gostei dos conteúdos estudados, os quais jamais veríamos ou saberíamos em situações normais ou do próprio ensino de História.

Professora Juliane: a oportunidade de conhecer fontes históricas e temas pouco explorados no cotidiano escolar é o que mais gosto na Olimpíada. Além de ver o interesse e a participação dos alunos durante as aulas de outras disciplinas, fazendo conexões entre os temas da ONHB, conteúdos e debates. O amadurecimento dos alunos é visível a cada fase: a melhora na interpretação de textos e imagens, a vontade de estudar e aprender cada vez mais.

Como é estar na final?

Agatha: é muito gratificante ver que todo o esforço de meses foi recompensado com a conquista de uma vaga na final, independente de qual seja o resultado em Campinas. Chegar até aqui é uma sensação única.

Bianca: é gratificante, pois quando entrei não estava muito esperançosa. É muito legal saber que entre várias equipes, a nossa foi a melhor do estado. Esse tipo de acontecimento me motiva cada vez mais a participar de olimpíadas.

Eduardo: todos que eu conheço sentem orgulho, ainda mais pelo fato de sermos a única equipe do nosso estado classificada para a final.

Professora Juliane: é a melhor sensação do mundo! Fico muito orgulhosa dos meus alunos, pois sei o quanto eles se dedicam à Olimpíada e também sei como é difícil chegar à fase final.

Quais foram as principais dificuldades enfrentadas pela equipe?

Agatha: a principal dificuldade ocorria quando cada membro da equipe tinha uma opinião diferente.

Bianca: algumas questões eram mais difíceis, pois não tínhamos conhecimento específico a respeito de alguns temas, o que exigia muito mais pesquisa.

Eduardo: algumas alternativas eram muito parecidas, o que exigia muito tempo e pesquisa para distingui-las.

Professora Juliane: no meu caso, a maior dificuldade é a falta de tempo, já que leciono para turmas de todas as séries dos ensinos Fundamental e Médio e Educação de Jovens e Adultos em duas instituições. Boa parte da orientação das equipes foi feita pelas redes sociais. Outro obstáculo ocorreu devida à paralisação dos caminhoneiros e, consequentemente, a mudança no calendário da ONHB que dificultaram o encerramento da fase.

 Como se sentem vindo a Campinas?

Agatha: eu já viajei outras vezes para fora do Estado, mas nunca por causa de uma olimpíada do colégio. Estou tão ansiosa para viver essa experiência que meu coração acelera só de pensar. A ONHB está trazendo muitas coisas positivas para minha vida e a viagem para Campinas vai ser ainda mais enriquecedora. Jamais imaginei que chegaríamos tão longe, especialmente pelo fato de esta ser a primeira vez que participo. Isso é algo que deixa a gente orgulhoso por todo o empenho que tivemos.

Bianca: não é a primeira vez que saio do estado, mas estou ansiosa para a final em Campinas. Quando fizemos a inscrição para a Olimpíada, nem imaginava que iria para a fase presencial. Todas as etapas dessa trajetória estão sendo incríveis e é algo realmente gratificante todo esse aprendizado e a oportunidade de poder conhecer pessoas de outros Estados, trocar conhecimentos e realmente ir um pouco mais a fundo na história do Brasil. Acho que vai ser uma experiência incrível que com toda certeza vou levar para a vida.

Eduardo: nunca viajei para outros estados e o único lugar para onde geralmente vou é o interior do estado do Paraná, para visitar parentes. É muito gratificante saber que vou conhecer um lugar diferente devido aos meus esforços e da minha equipe. Estou com muitas expectativas de conhecer novas pessoas e culturas, como também a faculdade que é de grande renome. Sinto até frio na barriga. O que a ONHB faz é algo único e magnífico!

Professora Juliane: esta será a quinta vez que viajarei para Campinas acompanhando alunos na fase final da ONHB. A participação no curso presencial, em anos anteriores, oferecido aos professores orientadores das equipes com a mais alta pontuação de cada estado também me deu a oportunidade de conhecer a cidade de São Paulo e vários espaços de memória e cultura que contribuíram muito para meu crescimento pessoal e profissional. Toda viagem gera uma grande expectativa, especialmente para participar de um evento tão importante. Conhecer pessoas e culturas de todas as regiões do Brasil e reencontrar professores de todos os cantos, além do fato de estar em uma das mais importantes universidades do Brasil e poder proporcionar esta experiência aos meus alunos, tudo isso me emociona e me alegra muito.

Assessoria de Imprensa ONHB

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